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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Inventar intuitivo

Dizem que os técnicos mais inventivos actualmente são os electricistas porque conseguem lidar com o invisível dos fenómenos eléctricos, com o fenómeno, com a experimentação.

E esta capacidade é intuitiva quando chega a outras áreas onde não sabem, mas não temem e experimentam. Por incrível que pareça, este é um dos problemas no ensino, seja qual for o grau ou o nível, designadamente na componente técnica actual, claro está, com as devidas excepções: o ciclo da experimentação é incompleto no que toca a teoria-experimentação-teoria.

Porque dizemos isto? Porque a concepção de determinada teoria que nos conduziu à realidade actual do estado da arte no aproveitamento das energias renováveis ainda é estanque no que toca à interacção das áreas do saber e padece de erros de concepção na produção dos artefactos.

Só assim se entende que havendo diversos conhecimentos dispersos, ainda não haja a visão de englobar os diversos conhecimentos para melhorar e optimizar os geradores energéticos actuais e a construir.

Só assim se entende que a indústria automóvel, por eemplo, se tenha focalizado no consumo de combustíveis fósseis, entre os quais o diesel, quando se deu início precisamente às experiências com motores de combustão com biodiesel.

Só assim se entende também que nos detenhamos ainda nos 25% de rendimento de um motor, quando podemos evoluir para geradores energéticos mais rentáveis.

A título de exemplo, imaginem um navio ou uma simples embarcação, com um mastro revestido de tubos de captação de energia solar térmica, desde o topo até à base e navegar ligado a um hélice?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Aprender a aprender

Este é um momento muito importante para aprender a (re)aprender no que toca à técnica e estado da arte no aproveitamento da energia renovável solar térmica.

Os erros de concepção subjacentes ao conhecimento e sua evolução neste campo, deixa a apreensão de que só seria possível inovar, radicalmente, com o risco inerente dos custos de regressão no tempo, caso disposessemos de um x número de crianças para experimentar ou re-inventar as formas de aproveitamento de energia e dar-lhes aplicação de outra maneira, sem os pre-conceitos e pré-juízos de hoje e os melhores conhecimentos dos artefactos de que nos servimos para o efeito, na nossa cultura corrente.

Quando se fala de que já pouco há a aprender e que está tudo já inventado, é necessário abrir a mente para tudo quanto respira ainda de novidade e para mostrar dentro do universo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Conceitos académicos e experimentação

Sede do saber e da ciência, a universidade e os conceitos académicos nela formados, hoje, surgem como imperativo de mudança, complementaridade e aumento do cruzamento do saber académico universitário com o saber-fazer e a experiência empresarial.

Se outrora se afastaram por caminhos ínvios de isolamento, que em nada beneficiou a aplicação do conhecimento à realidade da vida das pessoas, hoje há maior sensibilidade para a aproximação e para a combinação destas duas vertentes, no que respeita à aplicação das tecnologias e das TI ao mundo empresarial, beneficiando dos resultados da experimentação.

É nesta perspectiva que hoje situa o projecto DeuSol, ao apontar a perspectiva de investimento em ID e na parceria com a universidade, como um caminho de futuro para gerar mais riqueza e incentivos à descoberta e exploração de hipóteses de desenvolvimento sustentado do conhecimento: saindo da base testada na prática do saber feito de instalações de aproveitamento ambiental solar, na especialidade das transferências de energia e na optimização de geradores energéticos, que funcionam e apresentam ganhos energéticos na ordem dos 50%.

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